
Mas uma noite fria..
Em frente a minha janela meus olhos percorriam cada estrela que brilhava naquele céu.Era mais uma forma de fugir da realidade,de procurar soluções para cada sentimento ruim que insistia em ficar. E em frente a este céu,eu fazia planos e em minhas mãos aquele antigo violão. Ele era mais que um amigo,com acordes e tons suaves que meus dedos insistiam em faze-los reais. Já era tarde,no escuro do meu quarto,o som suave do meus acordes já não era mais um barulho, era um pedido de ajuda,um refúgio de um mundo aonde eu não sei quem ser. E nesses acordes eu consigo ser exatamente como eu quero,sem mentiras e sem magóas. Já era tarde,mas meus pensamentos frenetizados em pessoas e lugares que eu quero esquecer.Meu coração,um orgão involutário que eu insisto em fazê-lo carregar sentimentos inalcançáveis,indesejaveis,insignificantes. Um orgão tão inutilizavél, que muitos insistem em faz dele um brinquedo. Já era tarde, mas o meu sangue fervia por mais, por mais palavras, por mais lembranças. E outra vez amanheci com o mesmo condenamento de sempre: Lembranças.
Apenas lembranças.
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